Metal Além do Metal


09/12/2005


Stress 

       - Oráculo de Judas -

Cheguei na metade da vida
A questão foi feita afinal
Do que restou, nada existe
O sonho, um tanto irreal
Sob a luz da estrela guia
Os cordeiros, se deixam amansar
Crentes que é tua vontade
Acabam por se conformar

O templo é de mármore e ouro
A humildade perdida onde está
Ao invocarem teu nome
O perdão conseguem alcançar
A dor não mais atormenta
O cenário é triste demais
Certos que tal sociedade
Será chamada, jamais

Castigo do incerto pecado
A procura eterna do saber
O sangue tornou-se vinagre
É perdida a fé, ninguém crê

Distorcem tuas palavras
Impassíveis prosseguem a missão
A verdade um dia foi dita
Receberam seu galardão

Categoria: Letras e traduções
Escrito por Pavel Potansky às 06:28:47 PM
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12/11/2005


Agora todo mês escolheremos uma banda do mês, começando pelo Stress.

*Muito antes do Sepultura...

...Existia em Belém do Pará o Stress.

 Leonardo Aquino conta a redescoberta da ‘primeira banda de thrash metal do mundo’.

Leve sua mente para o início dos anos 80 e visualize o embrião do movimento roqueiro no Brasil da época. É fácil apontar bandas como Legião Urbana, Plebe Rude, Paralamas do Sucesso e outras que se popularizaram a ponto de serem ícones hoje em dia. Mas tente lembrar, entre todas essas bandas, de uma representante do rock pesado nesse momento tão fértil. Sepultura? Dorsal Atlântica? Ledo engano. Antes desses tradicionais nomes do heavy metal brasileiro surgirem, o Stress, banda da longínqua e provinciana Belém do Pará, já era uma lenda. Em 1982, eles atravessaram o Brasil para gravar Stress I, que se tornou referência mundial e foi relançado agora pelo selo alemão Die Irae – 1.000 cópias em vinil e 1.500 em CD -, acompanhado de um encarte caprichado com dezenas de fotos e um texto com a história completa da banda.

Em países como Alemanha, Japão e Estados Unidos, o álbum de estréia dos paraenses pode ser encontrado em prateleiras estampando na capa a frase “the first thrash metal band in the world”. E pensar que esse pioneirismo foi quase por acaso...

No final da década de 70, Roosevelt Bala (voz e baixo), André Chamon (bateria), Pedro Valente (guitarra) e Leonardo Renda (teclado) eram apenas caras simples que tinham uma banda e gostavam de Judas Priest e Motörhead. Só que tocar como os ídolos não era suficiente. “Queríamos fazer um som mais rápido e mais pesado que eles”, explica Roosevelt Bala, que ainda ostenta a mesma juba metaleira do início da carreira. Com a velocidade e a distorção nos instrumentos e alguns trocados no bolso, os quatro jovens foram para o Rio de Janeiro registrar em estúdio as composições que tinham em mãos. “Gastamos tudo o que tínhamos e o que não tínhamos para gravar o disco. Saímos fugidos do estúdio porque estávamos sem dinheiro para pagar a conta. Quando o engenheiro de som deu uma vacilada, nós pegamos a fita já mixada e saímos correndo”, lembra Roosevelt.

O resultado desse pequeno calote foi Stress I, lançado em agosto de 1982. O som sujo e o andamento hiper-veloz da bateria causaram ao mesmo tempo espanto e admiração no público roqueiro da época. Nenhuma banda, nem no Brasil nem no mundo, havia feito algo parecido. “O nosso pioneirismo foi instintivo. A gente não bolou uma estratégia para inovar, foi uma questão de sentimento. Queríamos fazer um som que agradasse principalmente a nós da banda”, explica Roosevelt.

Postado por Alviazul

*texto extraído da pagina da Revista Zero.

Escrito por Pavel Potansky às 02:52:13 PM
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09/05/2005


Carry On Parte -2: Letra Traduzida

 

SIGA EM FRENTE

 

Pessoas de mente simplista

Hão de sucumbir

Nada pode mudar seu destino

Esse mundo insiste em ser o mesmo

Feito sob nossos erros

 

Flores perecem ao longo da estrada

Não vede seus olhos

Então a solidão se tornará a lei

De uma vida sem sentido

 

Siga seus passos e encontrará

Os caminhos secretos da mente

E apenas o seu orgulho pode lhe

levar lá

Vá!

 

Agora você tem de enfrentar

um outro dia 

Você não estará só
Esta vida nos força a continuar
-Por quanto mais?
Frio é o vento e o som do trovão

Em uma noite tempestuosa
Mas você não vê?

Estou ao seu lado
Estamos a marchar

 

Siga seus passos e encontrará
 Os caminhos secretos da mente
E apenas o seu orgulho pode

lhe levar lá...


Então siga em frente
Há um sentido para a vida
Que algum dia poderemos encontrar
Siga em frente, é tempo de esquecer
As reminiscências do passado

para seguir em frente...


Siga seus passos e encontrará
Os caminhos secretos da mente
E apenas o seu orgulho pode lhe

Levar lá...


Então siga em frente
Há um motivo para a vida
O qual algum dia encontraremos
Siga em frente,é tempo de esquecer
As reminiscências do passado


Então siga em frente
Há um significado para a vida
Que algum dia poderemos encontrar


Siga em frente, é tempo de esquecer
As reminiscências do passado
Siga em frente, é tempo de esquecer
As reminiscências do passado

Para seguir em frente

As reminiscências do passado

Para seguir em frente
As reminiscências do passado

 (da esquerda para a direita: embaixo: Luís Mariutti e Kiko Loureiro, no alto: Ricardo Confessori e Rafael Bittencourt, no meio André Mattos, a formação original).

Categoria: Letras e traduções
Escrito por Pavel Potansky às 04:44:59 PM
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CARRY ON

 
 
    A canção a seguir faz parte do Album "Reaching Horizons", album de estréia da banda que, na minha modesta opinião é a melhor banda de rock brasileira da atualidade. Essa letra não é a letra da versão original e sim a letra da segunda versão, lançada no segundo álbum Angels Cry e configura o seu maior sucesso.
    No álbum e nos shows a canção é precedida de uma curta introdução tocada no teclado chamada "Unfinished Allegro", uma variação sobre a "Sinfônia Inacabada" de Beethoven. Apesar de pesada e um tanto violenta, embora nunca agressiva, a canção apresenta uma letra belíssima e uma mensagem superpositiva. O tipo de coisa que apenas alguém que escute a música com atenção pode perceber...
    A letra é de autoria de André Matos, ex-vocalista da banda (atualmente no Shaaman), e a melodia é parceria de Matos e do guitarrista Rafael Bittencourt. A letra foi cedida pela página www.webletras.com.br e a tradução... bom a tradução é por minha conta.
 

Carry On
(Matos)

Simple minded brain,
for now you succumb
Nothing changes your way
This worlds insists to be the same
based on our mistakes
The flowers fade along the road
Don't blindfold your eyes,
so loneliness becomes the law of a senseless life

Follow your steps and you will find
The unknown ways are on your mind
Need nothing else than just your pride to get there...
Go!

Now we have to face another day
You won't be alone
This life is forcing us to stay
- For how long?
Cold is the wind and thunder struck on a stormy night
But can't you see, I'm by your side
We are marching on!

Follow your steps and you will find
The unknown ways are on your mind
Need nothing else than just your pride to get there...

So, carry on,
There's a meaning to life
Which someday we may find...
Carry on, it's time to forget
The remains from the past, to carry on

Follow your steps and you will find
The unknown ways are on your mind
Need nothing else than just your pride to get there...

So, carry on,
There's a meaning to life
Which someday we may find...
Carry on, it's time to forget
The remains from the past

So, carry on,
There's a meaning to life
Which someday we may find...
Carry on, it's time to forget
The remains from the past

Carry on, it's time to forget
The remains from the past, to carry on
The remains from the past, to carry on
The remains from the past...

Categoria: Letras e traduções
Escrito por Pavel Potansky às 04:20:21 PM
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05/05/2005


"Visões sons e fúria, Um olhar diferente sobre o Heavy Metal"
Por Pavel Potansky
 
    O heavy metal. Dentro das variações ritmicas que o rock desenvolveu ao longo dos seus mais cinqüenta anos de história, nenhuma outra sofreu tanta discriminação. Tomado como um som mais "pesado", caracterizado por guitarras distorcidas, marcação incessante e vocais que vão de um extremo ao outro (de sons guturais ao canto lírico) o heavy metal surgiu num momento em que o flower power estava na crista da onda. Nas palavras de Ozzy Osbourne, vocalista do Black Sabbath e um dos "pais" do gênero: "Estavamos nos anos sessenta e todos cantavam sobre flores, duendes e coisas encantadas. Droga, nos vivemos aquela época e o mundo não era assim... Queríamos cantar sobre o mundo terrível e assustador em que viviamos".
 
(Da esquerda pra direita: Bill Ward, Ozzy osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler a formação clássica da banda que começou tudo)
 
   Desde o princípio o heavy metal foi ligado ao satanismo e ocultismo (Black Sabath = Sabá negro, no primeiro disco da banda há uma musica homônima que descreve um ritual profano). Os músicos no início tentaram se desvincular dessa imagem, mas era difícil convencer a mentalidade conservadora da época aquela música sinistra e poderosa não era coisa do demônio. Logo, os músicos do "rock pesado" (ou pauleira como já foram chamados no brasil) passaram a utilizar essa imagem diabólica a seu favor, como publicidade.
    Pode parecer uma estratégia estranha, mas o falem bem, falem mal mas falem de mim acabou por consagrar o estilo. Muita encenação surgiu para tentar dar mais veracidade a essa "lenda" que envolvia o estilo. Ozzy durante seus shows costumava arrancar cabeças de morcegos com a boca e fazia uma grande pirotecnia sobre isso... Ozzy na verdade é vegetariano.  De qualquer forma, a discussão sobre o envolvimento com o satanismo e o aspecto profano do estilo acabarom por encobrir uma das maiores virtudes do novo estilo musical: as suas letras!
    Temas que eram considerados intocáveis no rock passaram a serem abordados, e não apenas temas "malignos", o heavy metal compôs algumas das letras mais geniais do rock. O Black Sabbath em sua canção "Children of The Grave" fala sobre a geração de 60 e alerta que se não tomarem atitudes, as "crianças do amanhã" se tornarão "crianças do túmulo" e em sua canção "War Pigs" condenam a guerra e seus artífices (os generais, ou como são chamados "porcos da guerra"); O grupo Iron Maiden em sua canção "Run to the Hills" fala sobre o extermínio que o povo europeu inflingiu ás nações indígenas na américa e em sua canção "Infinity Dreams" fala sobre a ambição desenfreada; O grupo Metallica, de forma dura e direta, fala dos horrores da guerra e das marcas que ela deixa na canção "One"... a lista é longa.
   É claro, alguns estilos dentro do metal são mais propensos a gerar boas letras que outros. O trash metal, de vocais guturais (vocal que está mais para um grunhido que para outra coisa) raramente apresenta letras memoráveis. Já no metal melódico, que inclui influências da música erudita nos vocais e arranjos, é tanto mais comum apresentarem-se letras inteligentes. É de uma banda desse estilo que vai o primeiro exemplo da página: a banda brasileira ANGRA.

Escrito por Pavel Potansky às 07:17:29 PM
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